domenica 7 giugno 2026

Ogni coso a suo posto

In questo posto,

Visto il posto, 

Ho trovato il mio posto 

Nell'essere fuori posto 

e che comodo che ci sto!


...a posto




Neste lugar,

Visto o lugar, 

Encontrei o meu lugar 

No facto de estar deslocado 

e como me sinto bem aqui!


...no meu lugar!


martedì 5 maggio 2026

Marabellamente me

 Marabellamente me



Non per vantarmi, ma davvero, l'unica cosa brutta di mia moglie è suo marito.

...e non è nemmeno bigama 


Não é por me gabar, mas a única coisa feia na minha mulher é o próprio marido.

...e ela nem sequer é bigama 



Sono più brillante dell'acqua,

Più solare della crema,

Più dolce del forno...

No vabbè...

Ho esagerato...

... più dolce del forno...

... esagerato 


Sou mais brilhante do que a água,

Mais radiante do que a creme,

Mais doce do que o forno...

Não, pronto...

Exagerei...

... mais doce do que o forno...

... exagerei

O «forno doce» era um brinquedo italiano para meninas, da época em que eu era pequeno




La domanda non è tanto, ma si mangia con la poesia?

Ma piuttosto: con la poesia si beve?

Cerchiamo di no... Non...

Dai ragazzi!


A questão não é tanto: «com a poesia come-se?»,

mas sim: «com a poesia bebe-se?»

Vamos tentar não... Não...

Vá lá, pessoal!

domenica 5 aprile 2026

QUASI PASQUALE (quasi d'amore)

 

NEL MIO PICCOLO.

Una Poesia QUASI PASQUALE (quasi d'amore)



una poesia (molto) liberamente tratta (scopiazzata) da Quasimodo, il gobbo di Notredame: Ai Fratelli Cervi, alla loro Italia (cercatela che è bellissima, cercatevela).


Ma anch'io scrivo ancora Parole d'amore,

lettere d'amore alla mia terra,

terra sempre sui social e un po' distratta e un po' analfabeta

di ritorno.

Terra che è tutta la terra

e no solo un pezzettino con le guardie,

il muro

e il filo spinato tutt'intorno.

Scrivo parole d'amore ai fratelli Cervi e no alle stelle dell'orsa,

né alle belle tette, le gambe lunghe,

o alle tante bocche rifatte

o da rifare,

né ai macchinoni, ai dollaronio ad altri svariati oni.

In vero dove capita,

invero un po' alla cavolo,

ma anch'io ancora parole d'amore

scrivo t'amo sulla sabbia

e con gli acquerelli diretto sul mare.

Con pastelli colorati su tutte le tonalità di grigio

degli odierni grigi arcobaleni.

Con i piedi per terra e la testa per aria

e quindi il collo tuttooooo...

sui muri, sull'erba, nel vento.

Sfocato e veloce sui tram

con più comodo sui treni che tanto

è sempre in ritardo.

Su sedie, su poltrone, sul divano

letto che spero rileggerete ancora e ancora.

Scrivo parole d'amore per terra,

per aria,

per bene,

Sulla fronte dei passanti,

prima che passino, vabbè sulla nuca

dopo.

Sulle fronti e soprattutto sui fronti

sui fronti di queste guerre decise sempre dall'alto

e combattute, fatalità, sempre dal basso.

Sulle piazze, sulle pizze, sulle puzze,

sui palazzi e pure sui pazzi

che riformati non fanno le guerre,

sui soldati sani che, pazzi,

invece le fanno.

Sui traditori, sui disertori,

sugli obiettori e i loro

puri cuori.

Insomma

per scrivere,

scrivo e scrivo

e scrivo e magari,

qualcuno,

qualcuno le leggerà.

Chissà...

...ma intanto...

...intanto io scrivo



QUASI PASQUALE (quase de amor)



um poema (muito) livremente inspirado (copiado) de Quasimodo, o corcunda de Notre-Dame: «Aos Irmãos Cervi, à sua Itália» (procurem-no, é lindo, procurem-no).



Mas também eu continuo a escrever Palavras de amor,

cartas de amor à minha terra,

terra sempre nas redes sociais e um pouco distraída e um pouco analfabeta

de regresso.

Terra que é toda a terra

e não apenas um pedacinho com guardas,

o muro

e o arame farpado à volta.

Escrevo palavras de amor aos irmãos Cervi e não às estrelas da Ursa,

nem aos seios bonitos, às pernas longas,

ou às tantas bocas refeitas

ou por refazer,

nem aos carros grandes, aos dólares e a outros vários «ones».

Na verdade, onde quer que seja,

na verdade, um pouco ao acaso,

mas também eu, ainda palavras de amor,

escrevo «amo-te» na areia

e com aguarelas, diretamente no mar.

Com lápis de cor em todos os tons de cinzento

dos atuais arco-íris cinzentos.

Com os pés no chão e a cabeça no ar

e, portanto, o pescoço todooooo...

nas paredes, na relva, ao vento.

Desfocadas e rápidas nos elétricos,

com mais comodidade nos comboios, já que

estão sempre atrasados.

Em cadeiras, em poltronas, no sofá-cama

que espero que voltem a ler vezes sem conta.

Escrevo palavras de amor no chão,

no ar,

para o bem,

Na testa dos transeuntes,

antes de passarem, bem, na nuca

depois.

Nas testas e sobretudo nas frentes

nas frentes destas guerras sempre decididas lá de cima

e travadas, fatalidade, sempre lá de baixo.

Nas praças, nas pizzas, nos cheiros,

nos palácios e até nos loucos

que, reformados, não fazem guerras,

nos soldados sãos que, loucos,

em vez disso, as fazem.

Sobre os traidores, sobre os desertores,

sobre os objetores e os seus

corações puros.

Enfim,

para escrever,

escrevo e escrevo

e escrevo e talvez,

alguém,

alguém as leia.

Quem sabe...

...mas entretanto...

...entretanto eu escrevo